A Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba – ADUEPB e o Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba – SINTESPB/UEPB lançaram hoje uma campanha de mídia para cobrar a finalização de uma negociação com o Governo do Estado que se arrasta há mais de um ano. Os sindicatos negociam desde julho de 2019 o desbloqueio das progressões de carreira para as categorias e até agora o governo não apresentou uma posição definitiva sobre a questão.
A campanha de mídia vem sendo veiculada em outdoors em João Pessoa e Campina Grande, em spots em rádios e impulsionada nas redes sociais e tem como principal mensagem a cobrança dos professores e técnico-administrativos. “Os Servidores da UEPB, existem, resistem e insistem. Dialoga, governo!”.

A iniciativa de promover uma campanha de mídia para cobrar uma definição da parte do Governo foi uma decisão das assembleias gerais das duas categorias, insatisfeitas com a indefinição. Até o momento, várias possibilidades de liberação das progressões já foram discutidas, levantamentos de dados sobre os recursos necessários e estudos de impacto na folha de pessoal da UEPB já foram apresentados pela Reitoria da universidade à Secretaria de Educação, sem que nenhum contraproposta tenha sido concretizada.
Nessa quarta-feira (02/12), a partir das 10h, em João Pessoa, diretores da ADUEPB e do SINTESPB/UEPB se reunirão com o secretário estadual de educação, Cláudio Furtado, para retomar o diálogo, já que o último encontro entre as entidades e o Governo ocorreu em setembro.
Tanto os professores com os técnicos da UEPB acumulam perdas em seus salários superiores a 35% nos últimos seis anos. A única exceção foi este ano, quando o Governo aplicou uma reposição salarial de 5%, que resultou em apenas 2%, depois que a alíquota da contribuição previdenciária aumentou em 3% com a implantação da reforma da previdência estadual.
PROGRESSÕES
As progressões são previstas nos planos de cargos, carreiras e remunerações dos professores e técnicos e são conquistadas com a comprovação a cada dois anos da produção de pesquisas, palestras, publicação de artigos científicos, participação em cursos, seminários e eventos. Desde 2016 a lei 10.660 proíbe os servidores do executivo de receberem progressões e promoções previstas em suas carreiras, mas o Governo pode através de decreto liberar esse tipo de benefício.
Fonte: ADUEPB – 30/11/2020
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