As/os professoras/es da Universidade Estadual da Paraíba decidirão sobre a deflagração de uma greve numa assembleia da categoria no próximo dia 16 de setembro, após a realização de uma jornada de luta que incluirá visitas de mobilização em diversos campi, realização de um dia de paralisação, debates e novos pedidos de audiência com o Governo do Estado para discutir a crise orçamentária da UEPB e cobrar o pagamento do retroativo das progressões.
As atividades foram deliberadas numa assembleia das/os professoras/es realizada hoje (27/08), de forma presencial e descentralizada nos campi de Campina Grande, Catolé do Rocha, Guarabira, João Pessoa, Araruna e Monteiro.
Os docentes inicialmente discutiram sobre a tramitação de uma proposta de reforma administrativa no Congresso Nacional que, se aprovada, terá repercussão imediata no funcionalismo público dos estados e municípios. Setores do empresariado, seus representantes no Congresso Nacional, e o governo federal têm utilizado argumentos como “modernização do Estado” e “fim de privilégios” para justificar, como necessária, uma reforma que irá atacar direitos e precarizar serviços.
Paralisação
Após uma análise da conjuntura nacional e local e de intensos debates, os/as docentes decidiram aderir à paralisação nacional em 10 de setembro, Dia Nacional de Luta em Defesa da UEMG. A iniciativa busca barrar os projetos de lei do Governo Zema, que tramitam na Assembleia Legislativa daquele estado, que, por trás de uma cortina de fumaça de federalização, buscam transferir e/ou privatizar as universidades estaduais.
Jornada
Em seguida, as/os professoras/es debateram sobre crise orçamentária e financeira da UEPB e o não pagamento do retroativo das progressões e aprovaram a proposta da diretoria de realizar uma jornada de luta até o dia 16 de setembro, com uma série de atividades que inclui reuniões de mobilização nos campi fora de sede e o envio de solicitações de audiência ao governador João Azevedo, aos secretários de planejamento, orçamento e gestão e de ciência, tecnologia, inovação e ensino superior, Gilmar Martins e Cláudio Furtado, como também ao procurador geral do estado, Fábio Brito.
A jornada também incluirá um dia de mobilização, em 11 de setembro, e a realização de contatos com as presidências das comissões de educação e de serviço público da Assembleia Legislativa da Paraíba, para a retomada de discussões sobre a crise orçamentária da UEPB e cobrança do pagamento do retroativo das progressões, como também o debate sobre a proposta de reforma administrativa que tramita no Congresso Nacional.
Informes
Neste ponto de pauta, a diretoria repassou informações sobre a proposta de atualização do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração elaborado pelo Grupo de Trabalho de Carreia da ADUEPB, e enviado aos docentes, e sobre o prazo final para o envio de sugestões, 31 de agosto.
A Assessoria Jurídica repassou informes sobre uma ação judicial que busca cobrar os direitos das/os filiadas aposentadasa/os à PBPrev, no que se refere a paridade e integralidade para as/os docentes que se aposentaram até dezembro de 2023.
A diretoria da ADUEPB também convocou todas/os as/os docentes e estudantes presentes a assembleia para participarem e divulgarem o plebiscito popular 2025, que na UEPB está sendo implementado pelo sindicato, ANDES-SN e DCE, com urnas em diversos campi da universidade, e que luta pelo fim da escala 6×1, pela redução da jornada sem cortar salários, pela isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e pela taxação maior para rendas acima de R$ 50 mil
Fonte: ADUEPB – 27/08/2025
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