Um grupo de sindicalistas e participantes de movimentos sociais de Campina Grande realizaram no final da manhã de hoje um ato simbólico, na Praça da Bandeira, pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro e seu vice- Hamilton Mourão e contra o Racismo e o fascismo. O ato foi convocado pelo Comitê em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores (as) e das Liberdades Democráticas.
A iniciativa está incluída numa atividade nacional que está sendo realizada pelas Frentes Povo Sem Medo, Brasil Popular e pelas maiores centrais sindicais. As principais bandeiras de luta são pela defesa da vida da população na pandemia da Covid-19, manutenção dos empregos e garantia de renda para os trabalhadores e defesa da democracia diante de inúmeras ações e declarações fascistas de integrantes do Governo Federal.
Durante a manifestação, os participantes prestaram uma homenagem aos milhares de profissionais de saúde que continuam atuando para assistir as vítimas da Covid-19, mesmo que em muitos casos sem condições mínimas de trabalho.

O ato durou cerca de uma hora e contou com a participação de 15 pessoas, já que o um dos objetivos dos organizadores era não provocar aglomerações. Todos usaram máscaras, álcool em gel e procuraram manter as regras de distanciamento.

O vice-presidente da Secretaria Regional Nordeste II do ANDES-SN, Josevaldo Cunha abriu o ato ressaltando que a atividade seria o início da campanha por Fora Bolsonaro/Mourão, devido às práticas racistas, fascistas, homofóbicas, antidemocráticas e genocidas que o Governo tem adotado. Ele também explicou que pelas ligações com o Governo Federal e as atitudes irresponsáveis durante a pandemia da Covid-19, o movimento também cobra a saída do prefeito Romero Rodrigues e do vice Enivaldo Ribeiro.
O dirigente do Sindicato dos trabalhadores de Empresas de telecomunicação da Paraíba – Sinttel, Jardel Wandson lembrou que “as torcidas antifascistas começaram a romper o isolamento para o enfrentamento aos grupos fascistas minoritários que querem prejudicar a população, assassinar os lutadores e implementar uma ditadura”.
Fonte: ADUEPB – 05/06/2020
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