Mesmo com o posicionamento de professores e técnico-administrativos pela revogação das portarias 0667/08 e 0668/18, que determinam medidas restritivas para reduzir gastos na universidade, a Reitoria da UEPB manterá a iniciativa. A decisão foi anunciada na sexta-feira (21/06) à tarde, numa audiência com a diretoria da ADUEPB. O sindicato aponta que o diálogo entre gestão e Governo é a saída para resolver a crise da instituição.
Na audiência, a diretoria do Sindicato questionou o reitor Rangel Júnior sobre a eficácia das portarias para resolverem a crise financeira da universidade e a garantia do funcionamento da instituição até o final deste ano. Ele respondeu que é a única medida possível diante da crise e que ela só será solucionada por completo quando o Governo do Estado repassar os recursos previstos no orçamento para este ano.

Rangel explicou que com o desbloqueio das progressões dos professores ocorreu um incremento na folha de pagamento que precisa ser coberto e que os cortes financeiros do Governo comprometeram a capacidade da universidade para cumprir essa responsabilidade. Sem as medidas restritivas, a UEPB entrará em colapso antes do final do ano.
Em relação à proposta de convocar uma assembleia universitária, o reitor sugeriu a convocação de uma plenária ou audiência, já que a assembleia destina-se apenas a questões e atos simbólicos na vida universitária.
Na próxima segunda-feira, a Reitoria deverá repassar, por escrito, para a ADUEPB, dados mais detalhados o sobre o impacto financeiro, orçamentário e a vigência das portarias.
Fotos: Ascom UEPB e ADUEPB
Posts Relacionados
-
30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás é marcado por memória, impunidade e luta
-
ANDES-SN 45 anos: duas décadas de luta nas Federais culminaram em uma greve de fome em 1998
-
Semana de Lutas do Setor das Iees, Imes e Ides ocorre de 4 a 8 de maio
-
I Conferência Antifascista propõe frente internacional contra a extrema direita
-
Leilão de escolas em Minas Gerais escancara avanço da privatização na educação pública
