Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) suspenderam hoje (13), pela manhã, durante uma Assembleia Geral, a greve da categoria. O objetivo é retomar o diálogo com o Governo do Estado e o retorno às aulas nos oito campi da instituição ocorrerá na próxima segunda-feira (17), para a conclusão do semestre 2016.2. Na ocasião, 58 docentes votaram a favor da suspensão, 16 foram contra e dois se abstiveram.
A partir de agora, a diretoria da Associação dos Docentes da UEPB, a Aduepb, buscará o Governo do Estado para a retomada do diálogo, com o propósito de negociar as pautas da greve da categoria diretamente ligadas a esta esfera de poder. Na semana passada, o Governo, através do secretário Fábio Maia, confirmou que se a paralisação fosse suspensa o diálogo seria reaberto com a Aduepb. Uma assembleia docente foi agendada para o início do próximo semestre, para avaliar o andamento das negociações.
Entre as reivindicações dos professores estão uma reposição salarial de 23,61%, referente aos últimos três anos; o desbloqueio das progressões de carreira, congeladas desde 2016; a realização de concursos públicos; revogação da lei 10.660/2016; cumprimento do acordo da greve de 2015; cumprimento do orçamento 2017 da UEPB e ampliação e melhoria da política de assistência estudantil.
A decisão dos professores aconteceu depois de uma avaliação da greve, onde a diretoria apontou que depois de 90 dias de greve não existem conquistas, mas alguns avanços como: a garantia da Reitoria que não ocorrerá fechamento de campus ou redução de vagas, a apresentação de três possibilidades de reposição salarial para serem analisadas pelo Governo do Estado; a confirmação pelo Governo de que o orçamento seria de pelo menos R$ 307 milhões e o acerto entre o Ministério Público e a Reitoria para a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para construir um calendário para a realização de concursos públicos para docentes na UEPB.
Entre os encaminhamentos aprovados pela assembleia também está a participação de dois professores do Comando de Greve nas tentativas de diálogo com o Governo do Estado e moções de repúdio ao Governo Estadual pela seleção de Organizações Sociais (OS) para gerir escolas estaduais e aos deputados federais e senadores paraibanos pela aprovação da contrarreforma trabalhista.
Posts Relacionados
-
Novo Plano Nacional de Educação adia metas e pode comprometer educação pública
-
30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás é marcado por memória, impunidade e luta
-
ANDES-SN 45 anos: duas décadas de luta nas Federais culminaram em uma greve de fome em 1998
-
Semana de Lutas do Setor das Iees, Imes e Ides ocorre de 4 a 8 de maio
-
I Conferência Antifascista propõe frente internacional contra a extrema direita
