A Câmara de Vereadores de Campina Grande decidiu que cobrará do Governo do Estado o cumprimento do orçamento da Universidade Estadual da Paraíba para 2017, aprovado pela Assembleia Legislativa e a abertura de diálogo com professores e técnico-administrativos. A decisão ocorreu durante uma audiência pública, realizada ontem (05/04) pela manhã, para discutir a crise orçamentária da universidade, o indicativo de greve dos docentes e a falta de negociação do governo com os servidores da universidade.
A cobrança da Câmara ocorrerá com o encaminhamento de uma carta, a ser elaborada pelos vereadores, representantes da Reitoria da UEPB, dos professores e dos técnicos e deverá ser assinada por todos os parlamentares.
A carta foi uma das propostas surgidas durante a audiência pública e vários participantes do evento sugeriram que o documento também fosse encaminhado para a bancada federal paraibana, com o objetivo de ampliar o comprometimento de deputados e senadores na busca de saídas para a crise da UEPB.
A audiência foi uma solicitação da diretoria da ADUEPB, encampada pelos vereadores Alexandre do Sindicato, Marinaldo Cardoso, Márcio Melo e Renan Maracajá. O presidente da entidade, Nelson Júnior, explicou que as Câmaras de Vereadores de todas as cidades que sediam campi da UEPB estão sendo solicitadas a realizar audiências públicas sobre o tema da crise da UEPB e que o início deste processo ocorrer em Campina Grande foi muito importante, porque a cidade sedia o campus central da universidade.
Nelson Júnior ressaltou que os principais problemas debatidos na audiência foram agravados com o corte do orçamento da UEPB. “A universidade elaborou um orçamento de R$ 410 milhões, enviou para o Governo do Estado, que encaminhou para a Assembleia Legislativa um orçamento de R$ 317 milhões e para surpresa de todos ocorreu um novo corte de R$ 27 milhões, que deixou o orçamento a ser executado menor do que o realizado em 2016. Em decorrência, a Reitoria determinou um pacote de cortes de vagas, demissão professores substitutos e técnicos terceirizados e redução de verbas de custeio, que reduzirão o tamanho da universidade”.
Para discussão do tema também estiveram presentes o reitor da UEPB Antônio Guedes Rangel Júnior, representantes do Sintespb/UEPB, Centro de Ciências e Tecnologia da UEPB (CCT-UEPB), Pró-Reitorias da UEPB, Diretório Central dos Estudantes (DCE), Comissão de Mobilização da UEPB, servidores e estudantes da UEPB, Levante Popular da Juventude, FIEP, vereadores da Casa de Félix Araújo e população campinense.
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